Resenha “Céu”

VERA MARIA TIETZMANN SILVA nasceu em Cachoeira do Sul, no dia 16 de fevereiro de 1945. Filha de Emílio Tietzmann e Erika Ruschel Tietzmann. Fez os cursos primário, ginasial e superior em São Leopoldo, RS. É professora da Faculade de Letras da Universidade Federal de Goiás. Possui curso de mestrado em Literatura Brasileira, pela UFG, especialização em Língua Inglesa, pela PUC de Minas Gerais e Literatura Infantil, pela UFG. Possui artigos de crítica sobre literatura infantil, publicados em revistas especializadas da Venezuela e Colômbia. Obra – Eu no barco de Ulisses, estudo de um poema de Cassiano Ricardo, in Fortuna Crítica nº3 (Afrânio Coutinho e Sônia Brayner). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira/MEC, 1979; A metamorfose nos contos de Lygia Fagundes Telles, ensaio. Rio de Janeiro: Presença, 1985; A ficção intertextual de Lygia Fagundes Telles. Goiânia: Cegraf, 1992; Antologia do conto goiano I, em parceria com Darcy França Denófrio. Goiânia: UFG, 1992; Literatura Infantil – seis autores, seis estudos. Goiânia: Cegraf, 1993; Literatura infanto-juvenil – prosa e verso, em parceria com Maria Zaira Turchi e Ana Maria Lisboa de Melo. Goiânia: UFG, 1994; Antologia do conto goiano II, em parceria com Maria Zaira Turchi. Goiânia: UFG, 1994. É  Finalista do Prêmio Jabuti – 2009 – O mais importante e tradicional prêmio literário do Brasil – com a obra Literatura Infantil Brasileira: Um Guia Para Professores e Promotores de Leitura Cânone Editorial

Veja o que ela diz sobre o livro “Céu”

Muita ação no Céu

Em 2011, Ana Eduarda Chiarato Nicolozzi estreou no mundo editorial com seu recém-lançado romance Céu, que se anuncia como o primeiro volume da trilogia “Enigma das fronteiras”. Inspirada nos filmes de ação e nos best-sellers estrangeiros que alimentam esses filmes, a escritora paulistana lança mão dos ingredientes que sempre garantiram o sucesso dessas produções.

Na trama, como é típico de tais narrativas, digladiam-se o bem e o mal, há um mistério a ser elucidado, um caso de amor que se delineia, perseguições insanas, duelos de morte. Muita ação – excessiva até em algumas passagens – marcam o enredo deste romance.

Nos papeis principais, uma jovem enfermeira (bela e inteligente, como manda o figurino do gênero) divide-se, hesitante, entre o amor por seu namorado-noivo misterioso (cujas pesquisas secretas lembram os cientistas do nazismo) e um anjo. Sim, pois a autora acrescentou ao padrão do típico best-seller um elemento muito em moda atualmente, os seres místicos.

A bela enfermeira tem um igualmente belo anjo da guarda que, por causas ignoradas, não apenas se deixa ver por sua protegida, como também com ela conversa e até mesmo por ela se apaixona, transgredindo as normas de comportamento dos de sua espécie. É uma paixão improvável, impossível, fadada a uma dupla solidão. No entanto – quem sabe? – como o romance não se fecha no último capítulo, “Finalmente no céu”, mas anuncia sua continuação no segundo volume da trilogia, Terra, o suspense se mantém e, no desenrolar de novos episódios, pode-se apostar que tudo será possível.

Resta ao leitor aguardar o próximo lançamento do novo livro de Ana Eduarda e conferir qual será o destino de sua heroína, se ele se cumprirá no céu ou na terra.

 

EDUARDA, Ana. Céu. Porto Alegre: Vivilendo, 2011. (Coleção enigma das fronteiras, v. 1)

 

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